sexta-feira, 4 de novembro de 2011




Aqui.Outra.Vez.

Ao meu amor dedico 
A saudade que hoje
Eternizo no papel

Amor que me veio
Quando menina
Quando nada sabia
E das noites que passava
Ao seu lado pude descobrir
(amor)

O amor me guiava 
E assim pude fazer
Tudo ao meu jeito
Cenário e fuga...
Devagarzinho ao seu colo!

E você amor, já vida!
Raiz forte que sabia o que era
E do quanto podia me enlouquecer

Menina enlouquecida
Eu pude ser
E dentro de você não 
Me vi crescer...

Aquela velha história
Quando o amor cresce
Apenas de um lado

Aquele que tinha o poder maior
Te levou
E o meu amor ficou
Ficou até hoje...

Hoje passados
Mil oitocentos e vinte e cinco dias
Sinto que ainda te guardo
Você e outras coisas,
Nossa cor
A canção que sempre tocava na hora certa
Sua letra ainda rabiscada em meu caderno
E as conversas ainda correm no meu pensamento

Ainda continuo acesa na madrugada
Esperando você me ligar
E eu desajeitada
Sempre derrubando as coisas
Acordando os girassóis
Com o nó na garganta

Mas depois de ter passado anos
Eu ainda espero
Você me perturbar
Me arranhar e deitar sobre mim.
Falando bobagens
Romantismos com nudez
E gozo até o amanhecer

Espero você ter ataque de ciúmes
Pra me por contra a parede
Dizendo
Acorda minha!
Ouviu? Minha....!

Eu certamente menina agora mulher
Sonhava...

Passei a acreditar no que sempre dizia
“Quando uma coisa tem que ser sua”.
Ela pode girar cortar o mundo.
“Que ela voltará”

Eu já virei ao avesso
Já me dei por metade
Me dei morta, apagada de sol
Só esperando seu grito...

Minha! Minha!
Chegou a hora! 
Aqui, outra vez.


Sarah Melo Franco

2 comentários: